
A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados recebe nesta quarta-feira (12) a ministra da Saúde, Nísia Trindade, para falar sobre o Programa Nacional de Equidade de Gênero, Raça e Valorização das Trabalhadoras no Sistema Único de Saúde (SUS).
A iniciativa do debate é da deputada Coronel Fernanda (PL-MT). Ela é crítica ao programa. Segundo a parlamentar, o ministério utilizou uma portaria para regular relações de trabalho, “criando deveres ligados à disseminação de temas relativos à teoria de gênero”.
“A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) não traz em nenhum momento a abordagem de 'gênero' que o Ministério da Saúde pretende implementar por meio da Portaria 230/23”, afirma. “Qualquer interpretação diferente não passa de mero invencionismo jurídico e de convicção política-ideológica.”
Ainda conforme Coronel Fernanda, a pasta extrapolou sua competência ao dispor sobre direitos e deveres de trabalhadores, o que deveria, de acordo com a deputada, ser feito por leis elaboradas por Câmara e Senado.
“Por se tratar de mero ato administrativo normativo, uma portaria constitui meio hábil para tratar tão somente de matérias já previstas pela legislação. Uma transgressão a esse comando implica em nulidade por incompetência absoluta”, diz a parlamentar.
A reunião será realizada no plenário 14, às 13h30.
Câmara Projeto suspende norma que acabou com benefício tributário para inversor fotovoltaico
Câmara Nova Secretaria do Empreendorismo vai propor aprimoramento da legislação sobre o tema
Câmara Projeto permite reprovação de alunos no ano escolar por mau comportamento Mín. 24° Máx. 39°