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Desigualdade regional: STF nunca teve ministro nascido no Tocantins e em outros cinco estados

07/04/2023 às 11h02
Por: Redação
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Imagem de Divulgação
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A possível indicação de mais ministro para o STF (Supremo Tribunal Federal) abriu debate sobre a falta de diversidade na corte, inclusive sob o prisma regional. O tribunal está longe de espelhar as características da população brasileira.

Na história do STF na República, nunca houve um ministro nascido em seis estados do país (Acre, Amapá, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Roraima e Tocantins), além do Distrito Federal.

Segundo dados do tribunal, as unidades da federação que mais tiveram representantes na corte foram Rio de Janeiro (33), Minas Gerais (30), São Paulo (26) e Rio Grande do Sul (18). Em seguida, vêm Bahia e Pernambuco, com 14 e 11 ministros cada um, respectivamente.

Atualmente, de 11 ministros, 7 vieram do Sudeste, 2 do Sul, 1 do Nordeste, 1 do Centro-Oeste e nenhum do Norte, considerando-se o local de nascimento.

Uma vez que cada ministro pode ficar no cargo da sua nomeação até completar 75 anos, a responsabilidade pela cara do Supremo não é de apenas um presidente. Atualmente, há ministros nomeados por cinco mandatários.

Gilmar Mendes, por Fernando Henrique Cardoso (PSDB); Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli, por Lula (PT); Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Luiz Fux e Rosa Weber, por Dilma Rousseff (PT); Alexandre de Moraes, por Michel Temer (MDB); André Mendonça e Kassio Nunes Marques, por Jair Bolsonaro (PL).

Atualmente, Kassio Nunes Marques, de Teresina (PI), escolhido por Bolsonaro, é o único ministro nordestino da corte.

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